A cidade de Beja e outras localidades alentejanas foram sede, ao longo dos séculos, de diversos conventos que deixaram na região um riquíssimo legado de doces conventuais. O bolo príncipe, como o pão de rala, entre outros, são alguns dos expoentes máximos da maravilhosa doçaria conventual alentejana.
Os ingredientes usados na receita - como os ovos, as amêndoas, a grande quantidade de gemas ou os fios de ovos - denunciam a origem conventual deste bolo, que é um deleite para a vista e para o paladar.
Ingredientes:
Para a decoração
Material necessário
Confeção:
Escalde, pele e rale as amêndoas.
Leve o açúcar ao lume com a água e deixe ferver até fazer ponto de pasta (quando a calda adere à colher sem correr).
Junte a amêndoa, as gemas bem batidas e a farinha e leve tudo ao lume para enxugar.
Retire do calor e deixe arrefecer.
Entretanto, unte muito bem um tabuleiro e polvilhe-o abundantemente com farinha.
Faça uma tira de papel vegetal e prenda-lhe as pontas com alfinetes de modo a obter uma argola do tamanho do bolo que quiser fazer.
Tire um pouco da massa de amêndoa e, com as mãos polvilhadas com farinha, espalme-a, dando-lhe a forma de uma rodela.
Coloque a massa no tabuleiro, contornando-a com a tira de papel vegetal.
Espalhe por cima uma camada de fios de ovos, outra de chila e outra ainda de trouxas bem espalmadas e escorridas. Cubra tudo com uma camada de doce amêndoa.
O bolo pode ficar desta altura ou colocar-se a mesma sequência de camadas de ingredientes, ficando com a altura que se quiser.
Retire a tira de papel, envolva todo o bolo com bastante farinha e volte a colocar a tira de papel para impedir que o bolo alastre durante a cozedura, que deve ser em forno muito brando.
Depois de cozido, retire toda a farinha e cubra o bolo com fondant.
Enfeite com confeitos prateados ou com flores, feitas com tiras de abóbora coberta ou laranja cristalizada.
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